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Eleições dos EUA · midterms 2026

O que está em jogo nas midterms de 3 de novembro: Senado, Câmara e a conta da maioria

Os analistas apontam 13 estados para os democratas, 15 para os republicanos e 7 sem consenso entre as 35 disputas do Senado: ninguém chega a 51 cadeiras sem ganhar ao menos quatro das sete.

Publicada em 30 de outubro de 2026 às 18:23 · atualizada em 30 de outubro de 2026 às 18:38

Em 30 segundos

  • Em 3 de novembro os americanos elegem os 435 deputados, 35 dos 100 senadores e 36 governadores. O presidente não está na cédula: está em jogo se Donald Trump terá um Congresso aliado ou de oposição nos dois últimos anos de mandato.
  • O Senado tem hoje 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes alinhados aos democratas. Para ter a maioria, um lado precisa de 51 cadeiras (com 50 a 50, desempata o vice-presidente, que é republicano).
  • Dos 35 estados com eleição, os três analistas que acompanhamos (Cook, Sabato e Inside Elections) apontam os democratas em 13, os republicanos em 15 e discordam ou veem empate em 7: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas.
  • Somando essas apostas às 65 cadeiras que não estão em jogo, o placar fica em 47 democratas, 46 republicanos e 7 em aberto: ninguém chega a 51 sem ganhar ao menos quatro das sete.
  • Na média das pesquisas nacionais do voto para o Congresso, os democratas lideram por cerca de 9 pontos (média de cinco agregadores em 29/10). A área "Midterms" do portal traz o mapa, os simuladores e a apuração da noite.

O que são as midterms

As eleições de meio de mandato acontecem dois anos depois da eleição presidencial. Os 435 deputados cumprem mandato de dois anos e todos voltam às urnas. Os 100 senadores têm mandato de seis anos, e um terço é renovado a cada eleição; por isso, apenas 35 estados escolhem senador em 2026, e 15 não votam para o Senado desta vez. Também há 36 eleições para governador. O presidente não disputa, mas o resultado costuma ser lido como um julgamento do seu governo, e define quem controla as comissões, o orçamento e a pauta no Congresso.

O placar de hoje e a conta da maioria

O Senado está dividido em 53 cadeiras republicanas, 45 democratas e 2 de independentes que votam com os democratas. Das 100 cadeiras, 65 não estão em disputa em 2026: 34 do lado democrata (incluindo os 2 independentes) e 31 do republicano. Dos 35 mandatos em jogo, 22 pertencem a republicanos (20 regulares e 2 de eleições especiais, em Ohio e na Flórida) e 13 a democratas. Para a maioria bastam 51 votos; em caso de 50 a 50, o vice-presidente desempata, e hoje o cargo é de um republicano. Na Câmara, a maioria é de 218 das 435 cadeiras, distribuídas entre os estados pelo Censo de 2020: a Califórnia tem 52 e seis estados têm só uma.

As 35 disputas do Senado

Mapa de blocos dos Estados Unidos: 13 estados em azul (analistas apontam os democratas), 15 em vermelho (republicanos), 7 em cinza (sem consenso), e os 15 estados sem eleição para o Senado tracejados.
Cor: quando Cook Political Report, Sabato's Crystal Ball e Inside Elections apontam o mesmo lado. Dados de 28 a 30/10/2026 compilados da Wikipedia, sem checagem nas fontes originais. Animação original do Painel do Brasil.

As sete disputas sem consenso

Alasca: a democrata Mary Peltola contra o senador republicano Dan Sullivan; Cook e Inside Elections veem empate e Sabato inclina para os democratas. Iowa: cadeira aberta de Joni Ernst, com Ashley Hinson (R) e Josh Turek (D); os três veem empate. Kansas: o republicano Roger Marshall contra o democrata Adam Hamilton; empate nos três. Maine: a senadora republicana Susan Collins contra o democrata Troy Jackson, que substituiu Graham Platner, que deixou a disputa em 10 de julho; empate nos três. Michigan: cadeira aberta de Gary Peters, com Abdul El-Sayed (D) e Mike Rogers (R); Cook vê empate, Sabato inclina para os democratas e Inside Elections vê leve vantagem democrata. Ohio: eleição especial, com o republicano Jon Husted, nomeado para a vaga, contra Sherrod Brown (D). Texas: o senador John Cornyn perdeu a indicação republicana; Ken Paxton (R) disputa contra James Talarico (D); Cook e Sabato veem empate, e Inside Elections, leve vantagem democrata.

Monte o seu Senado

Toque nos estados para escolher os vencedores, ou siga os analistas e as pesquisas. A conta já inclui as 65 cadeiras fora de 2026. É aritmética, não previsão.

O que as previsões dizem e onde discordam

As previsões para a composição do Senado, compiladas pela Wikipedia até 29/10, variam de 47 democratas e 46 republicanos com 7 indefinidas (Cook) a 53 democratas e 46 republicanos com 1 indefinida (Silver Bulletin). No meio estão Decision Desk HQ (48 a 46, 6 indefinidas), The Economist (49 a 47, 4), Fox (48 a 46, 6), Inside Elections (50 a 46, 4), NBC (49 a 46, 5), Sabato (49 a 46, 5), FiftyPlusOne e Split Ticket (52 a 46, 2) e RealClearPolitics (47 a 44, 9). Todas colocam os democratas à frente do lado republicano, mas só Silver Bulletin (53), FiftyPlusOne e Split Ticket (52) chegam a 51; as demais ficam abaixo. Para os democratas chegarem lá, precisam vencer em estados que o presidente Trump ganhou em 2024, como Carolina do Norte, Ohio, Texas e Iowa. Os mercados de previsão (Polymarket, Kalshi) dão aos democratas mais de 90% de chance na Câmara e chances mais divididas no Senado; são apostas, não pesquisa.

As pesquisas

Na média das pesquisas nacionais sobre o voto para o Congresso, os democratas têm 51,6% e os republicanos 42,7%, uma vantagem de 8,9 pontos (média de cinco agregadores em 29/10: Decision Desk HQ, FiftyPlusOne, NBC News, RealClearPolitics e Silver Bulletin). Nas disputas estaduais, o Painel do Brasil calcula uma média simples dos agregadores listados em cada estado e a atualiza de hora em hora, com a data na página. Nas disputas sem consenso, as médias do dia mostram vantagens pequenas, em geral de um a quatro pontos, dentro da margem de erro de pesquisas estaduais. Média de pesquisa não é previsão: erra em geral na mesma direção em vários estados ao mesmo tempo.

O que muda se cada lado vencer

O Congresso aprova o orçamento e as leis, investiga o governo por meio das comissões e, no Senado, confirma os indicados do presidente a tribunais e ministérios. Com a maioria nas duas Casas, o presidente aprova mais facilmente a sua pauta; com a oposição à frente de uma ou das duas, projetos do governo ficam travados e as comissões podem convocar integrantes da administração. Também importa quem controla o Senado para confirmar indicações ao Supremo e a cargos federais nos dois últimos anos do mandato. Esta matéria não prevê o que cada lado faria.

Como acompanhar a noite, no horário de Brasília

As urnas fecham em horários diferentes, por estado e por fuso. As primeiras, como a Geórgia, fecham às 19h de Nova York, 21h em Brasília; Carolina do Norte e Ohio, às 21h30; Maine e a maior parte de Michigan, às 22h; Minnesota, Texas e Kansas, às 23h; Iowa e Montana, à 0h de quarta; o Alasca, às 2h. Alguns estados fecham em horários diferentes por condado. Os resultados de cada estado são apurados pelas autoridades eleitorais locais, e a imprensa americana, como a AP, projeta os vencedores antes da apuração terminar. A área Midterms do portal reúne os votos lançados e as projeções, com a fonte e o horário de cada atualização.

Calendário da eleição

Datas de 2026 e 2027.

  1. 3/11/2026

    Dia da eleição: Câmara, 35 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais. As urnas fecham a partir das 21h de Brasília.

  2. 4/11/2026

    Projeções e apuração continuam; disputas apertadas podem demorar dias.

  3. 3/1/2027

    O novo Congresso começa os trabalhos.

O que esta matéria não permite concluir

Não é uma previsão. As classificações são de analistas, compiladas em 28 a 30/10/2026 por uma fonte secundária (Wikipedia) e ainda sem checagem nas fontes originais; os nomes dos candidatos e as fotos vêm da Wikipedia e do Wikimedia Commons, e ainda não foram conferidos nas fontes originais. As médias de pesquisa são um cálculo simples do Painel do Brasil sobre agregadores de terceiros. A composição atual da Câmara e o redistritamento no meio da década não são tratados aqui.

O que ainda não está definido

Falta saber o resultado: pesquisas estaduais erram, a participação define a eleição e há disputas decididas por poucos pontos. Também podem mudar classificações, candidaturas em estados com cadeiras abertas e a contagem de votos pelo correio, que em alguns estados demora dias. Depois da eleição, o Painel do Brasil atualiza esta matéria com os resultados confirmados.

Corte: 30/10/2026. Análise e aritmética, não previsão. Classificações de Cook Political Report, Sabato's Crystal Ball e Inside Elections, e previsões e médias de pesquisa, compiladas pela Wikipedia em 28 a 30/10/2026, sem checagem nas fontes originais; os candidatos e as fotos da área Midterms vêm da Wikipedia e do Wikimedia Commons. A média por disputa é cálculo simples do Painel do Brasil sobre os agregadores listados. Não tratamos da composição atual da Câmara nem do redistritamento no meio da década. Mercados de previsão aparecem só como contexto atribuído. O redator não afirma a intenção de nenhum candidato ou partido.